50 anos Nascente

A Cooperativa Nascente apresentou, no dia 16 de julho, o livro “50 Anos Nascente”, obra comemorativa que reúne meio século da sua história. A sessão integrou as celebrações do 50.º aniversário da cooperativa, fundada em 1976, e reuniu associados, dirigentes, colaboradores e amigos da associação.

A Cooperativa Nascente apresentou, no dia 16 de julho, o livro “50 Anos Nascente”, uma obra comemorativa que reúne meio século de história de uma das mais importantes instituições culturais do concelho. A sessão decorrida no FACE – Fórum de Arte e Cultura de Espinho, integrou as celebrações do 50.º aniversário da cooperativa, fundada em 1976, e reuniu associados, dirigentes, colaboradores e amigos da associação.

O evento decorreu em quatro momentos distintos. A sessão iniciou-se com a intervenção do coordenador da obra, Armando Bouçon, seguindo-se uma conversa com Belmiro Carvalho e João Católico, responsáveis pela capa, composição gráfica e paginação da publicação, durante a qual foi dado a conhecer o processo de investigação, conceção gráfica e construção editorial do livro. Seguiu-se um momento de homenagem, com a entrega de exemplares da obra aos sócios mais antigos e aos primeiros dirigentes da cooperativa, terminando a noite com um momento musical e um convívio oferecido pela AIPAL e pelos Vinhos Poças.

Durante a conversa, Armando Bouçon destacou o trabalho desenvolvido para construir uma obra que preservasse a memória da Cooperativa Nascente, através de um rigoroso processo de investigação. A metodologia assentou na pesquisa documental, recorrendo a fontes primárias, nomeadamente ao arquivo da Nascente, ao jornal Maré Viva e ao respetivo espólio fotográfico. O projeto integrou igualmente uma componente de história oral, através de entrevistas a sócios, dirigentes e ativistas que marcaram o percurso da instituição, bem como o levantamento das diversas secções e áreas de atividade, criadas ao longo dos seus cinquenta anos.

O coordenador fez ainda questão de deixar uma nota de confiança no futuro da cooperativa, afirmando que, sempre que hoje entra na Nascente, encontra “muita gente jovem”, que considera ser “o futuro da cooperativa”, evidenciando a renovação geracional que tem vindo a assegurar a continuidade do projeto associativo.

Armando Bouçon destacou igualmente o contributo da jornalista Adriana Resende de Castro, responsável pela pesquisa e redação geral dos conteúdos, e da designer e coordenadora da equipa de Comunicação da Nascente, Beatriz Silva, que assegurou a seleção e tratamento das imagens, sublinhando o profissionalismo de ambas na concretização da publicação.

Estruturado em três grandes capítulos, o livro inicia-se com um conjunto de textos institucionais, entre os quais se destaca o testemunho de António Santos, conhecedor da história da Cooperativa Nascente entre 1976 e 2021, e o da Câmara Municipal de Espinho, parceira da associação há largos anos. O segundo capítulo reúne alguns dos projetos mais marcantes desenvolvidos pela instituição, como o Maré Viva, o Teatro Popular de Espinho, o Coro e as Janeiras, o CINANIMA e o Animartes, iniciativas que contribuíram decisivamente para afirmar Espinho no panorama cultural nacional.

A publicação encerra com uma cronologia dos 50 anos da cooperativa, onde são recordadas as secções criadas, projetos, espetáculos, eventos, acontecimentos e personalidades que ajudaram a construir a história da instituição. Entre elas encontram-se António Gaio, Alfredo Casal Ribeiro, Vítor de Sousa, Daniel Dias, Fernando Meneses, Augusto Mota, Carlos Afonso Gaio, Carlos Pinheiro de Morais, Nuno Barbosa, Alves Costa, Vasco Granja e João Machado, relativamente ao qual foi manifestada a expectativa de celebrar, em novembro, as 50 edições do CINANIMA, distinguindo um percurso amplamente reconhecido a nível internacional.

Um dos momentos mais simbólicos da sessão foi a entrega de um exemplar do livro aos 50 sócios mais antigos da Cooperativa Nascente e aos membros, ou seus representantes, dos primeiros órgãos sociais da instituição. A homenagem pretendeu reconhecer aqueles que estiveram na origem de um projeto que, desde 1976, tem desempenhado um papel determinante na dinamização cultural e cívica de Espinho.

A componente cultural da noite ficou a cargo de Rui Paulino David, que interpretou vários temas, entre os quais “O Sonho”, de António Gedeão, uma escolha particularmente simbólica e inspirada no espírito das comemorações dos 50 anos da Cooperativa Nascente. A sessão terminou num ambiente de convívio entre associados, convidados e amigos da cooperativa.

 

Uma homenagem a quem faz a cooperativa todos os dias

A apresentação pública da obra teve continuidade com um momento dedicado aos colaboradores da Cooperativa Nascente. Na sede da instituição, os funcionários e colaboradores receberam igualmente um exemplar do livro “50 Anos Nascente”, num encontro que reuniu o núcleo permanente da direção e a equipa que, diariamente, dá vida à cooperativa.

O momento, assinalado com um lanche-convívio, ficou marcado pelo ambiente de proximidade que carateriza a instituição. Na ocasião, o diretor Henrique Neves destacou a liberdade como um dos valores fundadores da Nascente, sublinhando que o espírito da cooperativa se constrói através da cumplicidade, da amizade e das relações humanas que se criam entre quem por ali passa.

Na sua intervenção, Henrique Neves fez ainda questão de reforçar a importância que tem, para si, conviver e trabalhar lado a lado com as gerações mais jovens, considerando que esse diálogo permanente entre diferentes idades tem sido uma das maiores riquezas da Cooperativa Nascente e uma garantia da continuidade do seu projeto para o futuro.

O livro “50 Anos Nascente” encontra-se disponível para aquisição na sede da Cooperativa Nascente o no site da Cooperativa (nascente.org.pt), constituindo um importante testemunho documental da história de uma instituição que continua a afirmar-se como uma referência na vida cultural, artística e associativa de Espinho.

 

Por Adriana Resende de Castro
no Jornal Maré Viva 22 de julho 2026