Descrição
Descrição
No próximo dia 18 de julho, às 21h00, o Auditório do Fórum de Arte e Cultura de Espinho (FACE) recebe uma sessão evocativa do centenário do nascimento de António Gaio (1925–2015), figura emblemática da vida associativa, cultural e política do concelho.
Promovida pela Cooperativa Nascente, esta iniciativa visa homenagear um homem cuja ação marcante se estendeu por diversas áreas da comunidade e cuja dedicação incansável moldou Espinho contemporâneo.
Breves apontamentos biográficos
- Nascido em Espinho, em 1925, numa família dedicada à indústria da panificação, Gaio iniciou o seu percurso associativo ainda jovem na Associação Académica de Espinho, onde foi tesoureiro, diretor do jornal Rumo e promotor de atividades culturais entre finais do século XX.
- Trabalhou durante 35 anos como bancário, mantendo sempre uma ligação estreita ao seu ofício familiar, na panificação.
- Foi um dos fundadores do Cineclube de Espinho em 1956 e, já nos anos 70, dinamizou o Cineclube Nascente, antes de se dedicar à fundação do CINANIMA, festival que dirigiu a partir de 1980, contribuindo decisivamente para a projeção internacional do cinema de animação em Espinho.
- No jornalismo, Gaio criou e dirigiu títulos como Maré Viva, Defesa de Espinho e Vigor, marcando época na imprensa regional.
- Na política local, foi vereador e membro da Assembleia Municipal após o 25 de Abril, papel reconhecido com a Medalha de Honra da Cidade (1996) e a Comenda da Ordem do Mérito (1997).
A sessão será moderada por Carolina Letra, da direção da Nascente, e reunirá testemunhos de:
- António Santos (sócio fundador/ex‑presidente da Nascente);
- David Pontes (diretor do Público e antigo colaborador do Maré Viva);
- Nunes da Silva (AIPAL, representa o setor da panificação);
- Manuel Henrique Castro (presidente da Associação Académica de Espinho).
- Nuno Lacerda (arquiteto)
A Câmara Municipal de Espinho estará presente, assinalando a relevância de António Gaio na política e na cultura local.
O guitarrista Paulo Vaz de Carvalho oferecerá um momento musical, com composições inspiradas na obra de Carlos Paredes, evocando a atmosfera de resistência cultural que Gaio sempre valorizou.
A sessão será encerrada com um Porto de Honra, propício à partilha de memórias e à convivialidade entre os participantes.



