Descrição
Descrição
O Teatro Popular de Espinho (TPE) regressou ao teatro de texto com a estreia de “Há um tigre no prédio”, apresentada em dose dupla e com lotação esgotada nos dias 17 e 18 de abril, no Auditório Nascente, em Espinho. A nova produção resulta de uma adaptação livre da obra “Se perguntarem por mim não estou”, de Mário de Carvalho, e parte de uma premissa insólita: o aparecimento de um car‑ taz a anunciar a presença de um tigre num prédio. A partir daí, o espetáculo conduz o público por uma reflexão sobre o medo, a dúvida, o comportamento coletivo e a facili‑ dade com que discursos autoritários podem ganhar espaço em tempos de incerteza. Em cena, o foco não está tanto na existência do animal, mas antes na forma como os mo‑ radores reagem à ameaça e como o alarme se instala. Entre o humor e a crítica social, a peça explora tensões humanas, fragilidades individuais e mecanismos de manipulação. Com encenação assente na linguagem sim‑ bólica e não realista que caracteriza o grupo, o espetáculo contou com um processo cria‑ tivo coletivo, envolvendo elenco e equipa téc‑ nica também na construção cénica. A adesão do público confirmou o entu‑ siasmo em torno do regresso do TPE às produções de maior dimensão, depois de um período dedicado a formatos mais intimistas e centrados na palavra. “Há um tigre no prédio” volta agora a subir ao palco na noite de 24 para 25 de abril, no‑ vamente no Auditório Nascente, integrado na programação da Grândola Noite, iniciativa promovida pela Cooperativa Nascente para assinalar a Revolução dos Cravos.



