Página Inicial > 1976 – A Exceção e a Regra
1976 – A Exceção e a Regra
Sobre a Encenação
Esta semana o Teatro Popular de Espinho recua até 1976, o ano em que o espetáculo “A exceção e a regra”, do dramaturgo Bertolt Brecht, foi apresentado ao público. A representação deste texto contou com um conjunto de atores estreantes, onde também eram interpretadas canções que se integraram ao longo do texto. Por essas razões a tarefa era considerada difícil e, como prova disso, um recorte de jornal dá conta de “imprecisões”, “nervosismo” e “falta de ritmo” do elenco na sua estreia. Contudo, a vontade dos protagonistas em ultrapassar estas dificuldades foi espelhada no segundo dia do evento, onde uma maior segurança e precisão foram notórias. A interpretação do TPE em “A exceção e a regra” contou com uma “cenografia simples” e as canções, tal como era a pretensão de Brecht, auxiliaram à compreensão do propósito desta história – um retrato da sociedade, dos seus problemas e a urgência de os solucionar. “Um espectáculo importante. Uma prova de que a Secção Cultural da AAE (o seu grupo de Teatro e o seu Grupo Coral) não ignora que a cultura tem de sair para a rua, para ser discutida, entendida por quem a transmite e a por quem a recebe. Daí que o público não possa, nem deva ignorar este trabalho. Porque foi feito para ele” – lê-se no recorte do jornal da época.
Excerto do Jornal Maré Viva da edição de 3 de maio de 2023