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1983 – Auto da Barca do Inferno
Sobre a Encenação
No ano de 1983, o TPE estreou na sua “terra natal” uma adaptação da peça “Auto da Barca do Inferno”, que foi escrita, em 1517, por aquele que é considerado o “pai” do Teatro português, Gil Vicente. No ano seguinte, em Fanhões, o grupo cénico espinhense levou a palco esta adaptação do texto, feita por Domingos Oliveira, abordando a “realidade nova” do “Portugal de Abril”. Carlos Porto, um crítico de teatro no Diário de Lisboa, considerou o espetáculo como “um dos melhores, dos mais inconvenientes e inventivos” da FESTA 84.
“Este Gil Vicente surge, pois, como um escritor revolucionário, e não vale a pena lamentarmos a incongruência disso já que o teatro é precisamente a arte de dar vida nova ao que parece ser irremediavelmente antigo” – lê-se no artigo. Através de algumas referências da época, o texto de Carlos Porto dá ainda nota das “boas composições e definições das situações” por parte dos intérpretes, que proporcionaram “um bom nível de representação”.
Esta produção de “Auto da Barca do Inferno” foi um texto adaptado e encenado por Domingos Oliveira, com a assistência de António Paiva, que contou com a participação de nove atores e a colaboração de Idalina Sousa, Luís Teixeira, Jorge Santos e Manuel da Rosalina.